Vândalos destroem 31 campas durante a noite

Todos os detalhes no interior.

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Os familiares dos defuntos cujas campas foram vandalizadas na madrugada desta terça-feira, no Cemitério Municipal do Lavradio, Barreiro, depararam-se com uma situação que os deixou com um sentimento de impotência e dor. 

"Nem imaginam o que chorei quando vi as campas dos meus pais partidas. Levaram molduras e as mantas que cobriam as campas estavam no chão. Um dos caixões quase aberto. Quem fez isto queria abrir as urnas para tirar as ossadas", diz Leonor Silva. 

A polícia contabilizou 31 urnas vandalizadas, objetos roubados e ossadas profanadas.

"Isto é maldade. Parece que estou a reviver a morte dos meus pais e do meu irmão. É uma dor muito grande ver tudo espalhado pelo chão, até ossos dos corpos há pelo chão. No meu caso partiram-me as portas de alumínio, estão arrombadas e não fecham", conta Clarinda Serrano. 

Ângelo Lima que enterrou a mulher naquele cemitério municipal há três anos, foi até ao cemitério e para seu espanto a urna da sua familiar não escapou ao vandalismo:

"Aquilo está tudo partido, tudo espalhado, fotografias no chão, partidas. É inadmissível. Estas pessoas têm de ser apanhadas."

O cemitério esteve fechado enquanto os funcionários da Câmara Municipal do Barreiro faziam o levantamento do número de campas vandalizadas, dos objetos furtados e dos danos materiais. 

"Estou muito chocado, só peço que a polícia encontre os responsáveis", disse Ângelo Lima.

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Fonte: CM · Crédito foto: CM