Uma menina de 5 anos morre horas depois de o médico recusar vê-la por ter chegado cinco minutos atrasada

Nenhuma desculpa irá retornar sua filha a Shanice.

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Uma menina de 5 anos morre horas depois de o médico recusar vê-la por ter chegado cinco minutos atrasada

Ellie-May faleceu aos cinco anos por causa de uma crise de asma brônquica, ela morreu de asma brônquica depois da médica se recusar a atendê-la por estar mais de 10 minutos atrasada

Ver um filho doente é o pior pesadelo para um pai. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para os deixarmos confortáveis, mas quando o amor e os cuidados não são suficientes, pedimos a ajuda dos médicos.

No dia 26 de janeiro de 2015, Ellie-May Clark, de cinco anos, sofreu de um ataque de asma. A sua mãe, Shanice Clark, ligou imediatamente a médicos para tentar que algum fosse a sua casa.

Não era possível fazer uma visita ao domicílio, mas deram a Ellie-May uma consulta de urgência na GrangeClinic, em Newport, Gales. Disseram à mãe que ela tinha 25 minutos para chegar à consulta.

Shanice, que tinha tido outro bebé há pouco tempo, não tinha carro mas disse aos funcionários do hospital que ia para lá.

Quando chegaram 5 minutos atrasadas, ficaram presas numa fila para chegar à receção, por isso tiveram que esperar vários minutos. Quando chegou a sua vez, o médico recusou atendê-la.

Aparentemente, a Drª. Joanne Rowe, tinha uma política rigorosa de não aceitar pacientes que chegavam mais de dez minutos atrasados à consulta.

A Sky News disse que, segundo Shanice, falou com os médicos às 16h35 e marcaram-lhe a consulta para as 17h. 

Shanice disse que a sua filha perguntou-lhe porque é que os médicos não a viam, quando era evidente que já não a iam atender.

A rececionista do centro médico afirma que Shanice e Ellie-May chegaram 18 minutos atrasadas. Segundo o New York Post, isto é algo eu Shanice nega.

A médica pediu a Shanice que voltasse no dia seguinte

Shanice estava, obviamente, chateada e aborrecida com a decisão de rejeita-la a ela e à sua filha. A BBC afirma que a médica não perguntou o motivo da consulta de Ellie-May nem viu o relatório médico antes de a rejeitar.

A juíza de instrução do caso está consciente da norma dos 10 minutos, mas disseram-lhe que foi a primeira vez que ela impôs esta regra para uma consulta de urgência.

Em vez de ver o médico, disseram a Shanice para ir para casa e para observar a sua filha a cada 10-15 minutos.

Ela fez isso, deitando Ellie-May na cama às 22h. Às 22h30 ouviu a filha a tossir e foi vê-la. Encontrou Ellie-May caída no chão com a cara e os braços azuis. A menina foi levada de urgência para o Hospital Royal Gwent, em Newport, mas morreu a caminho na ambulância. 

A investigação determinou que a causa da sua morte tinha sido asma brônquica.

Antes da audiência do caso, a família fez uma declaração a revelar o quão dececionada ficou quando foi rejeitada depois de pedir ajuda.

 Segundo o New York Post, a juíza de instrução escreveu no seu veredito: “devido às evidências à minha frente, não me é possível determinar com certeza se uma intervenção mais cedo teria alterado o resultado para Ellie. Não obstante, Ellie devia ter sido atendida por um médico nesse dia e acabou prejudicada pelas falhas do sistema”.

Os médicos fazem uma declaração 

Durante a investigação do caso, leu-se uma declaração da DrªRowe que dizia: “A DrªRowe reconhece que nada do que diga à família de Ellie-May fará diferença, mas que ela gostaria de dar os seus pêsames”.

Segundo a Sky News, o advogado da família leu uma declaração da família de Ellie-May onde se dizia que a família “reconhece a desculpa da DrªRowe, especialmente porque tiveram que esperar uns 3 anos para chegar a um resultado e ter as respostas às suas perguntas”

Mas claro, nenhuma desculpa fará com que Shanice recupere a sua filha.

Um exemplo para o futuro

Segundo a juíza de instrução, Wendy James, não havia nenhuma estratégia para ajudar Ellie-May. Posto isto, é impossível saber com certeza se morreu como resultado da rejeição da médica.

James prometeu escrever uma carta ao centro médico em questão, bem como aos inspetores de saúde de Gales, para evitar que algo como isto aconteça outra vez. 

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Fonte: Newsner · Crédito foto: Newsner