O problema dos “sem-abrigo” na Cidade do Porto. Câmara de mãos atadas com demolição de edifícios

Todos os detalhes no interior.

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A câmara do Porto está de mãos atadas devido a um recente caso que lhe apareceu quando decidiram avançar para a demolição da Escola do Cerco do Porto para a construção de uma unidade de saúde.

Juliana é apenas uma das 9 moradoras nas ruínas do edifício. Ela é toxicodependente e tem de recorrer e meios extremos para conseguir dinheiro para o seu vício e infelizmente é o único lugar que tem para se abrigar durante a noite. 

Para que a situação seja resolvida a Câmara do Porto vai ter uma reunião na próxima sexta-feira com a Segurança Social, mas Rui Moreira quer o envolvimento metropolitano na resolução de todos os casos das pessoas sem-abrigo visto que este problema está a afetar cada vez mais a cidade.

Segundo o vereador da Coesão Social, Fernando Paulo, esse problema tem de se resolver o mais rapidamente possível visto que as obras no famoso edifício vão começar já em Dezembro.

 A Câmara do Porto tem menos de 1 mês para arranjar uma solução para este complicado caso, terá de arranjar maneira de ajuda os 9 sem-abrigo que vão ficar sem local para pernoitar. 

“Não se pode retirar as pessoas que estão lá e colocá-las na rua”, afirmou o vereador.

Infelizmente este é um problema comum, os “sem-abrigo” tem aumentado dia após dia e a Segurança Social tem de lidar cada vez mais com casos destes.

Fernando Paulo reconhece que nenhum deles pode ir para a rua, que não podem ser retirados simplesmente do edifício: “Todos os meses, desde fevereiro, que reunimos com todas as instituições envolvidas, temos seis eixos de intervenção e o desafio é permanente, mas é necessário aperfeiçoá-lo”.

“Não podemos esconder as pessoas em situação sem-abrigo”, acrescenta, reconhecendo que a caso do Cerco escapou aos serviços de Proteção Civil que ajudam a referenciar as situações.

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Fonte: diariopt · Crédito foto: diariopt