Mulher perde a vida com palito na garganta depois de lhe ser diagnosticada gripe em Coimbra

Mulher dizia ter algo “preso na garganta”. Morreu cinco dias depois de recorrer ao hospital, em Coimbra.

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Uma senhora de 50 anos foi encontrada sem vida com um palito preso na garganta, depois se ter dirigido ao hospital de Coimbra queixando-se de que sentia "algo preso na garganta" desde a sua última refeição. 

Depois de ter ido às urgências os médicos realizaram um raio X mas não encontraram nada que justificasse os sintomas da senhora, ela foi então diagnosticada com um nódulo na garganta (caracterizado pela contração dos músculos da garganta). 

No entanto, os sintomas continuaram, os médicos encaminharam a paciente para a especialidade de psiquiatria, visto que a mesma apresentava um historial de doenças psicológicas após a morte do marido. 

O diagnóstico psiquiátrico revelou que a senhora estava mentalmente saudável. Segundo The Journal of Forensic and Legal Medicine, a paciente então informada que estava com uma gripe.

Os médicos prescreveram-lhe antibióticos e pediram-lhe que regressasse às urgências caso os sintomas se mantivessem ou piorassem. Cinco dias depois a mulher foi encontrada sem vida em casa, no chão da casa de banho. O namorado da vítima chegou a ser suspeito da morte da mulher devido às circunstancias em que o corpo foi encontrado.

"Causas de morte repentinas, inesperadas e desconhecidas, especialmente se houver sangue no local, podem dar azo a que surjam especulações prematuras", disse César Lares dos Santos, patologista do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. 

Os resultados da autópsia revelaram que a pele à volta do pescoço estava com um tom esverdeado, sendo que o local estava infetado com pus devido a um pedaço de palito que estava alojado no interior da garganta da vítima. Os médicos legistas concluíram que a inflamação interferiu com os nervos vitais ligados ao cérebro, coração e pulmões, resultando numa paragem cardiorrespiratória. 

César Lares dos Santos disse que o palito não foi descoberto pelos médicos do hospital, onde a mulher recorreu com as queixas, porque os pequenos objetos, como moedas, podem não ser vistos no raio X. O especialista defende "que os médicos devem ser extra-vigilantes", pelo que este caso deve representar um importante alerta para os clínicos.

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Fonte: CM · Crédito foto: CM