Mulher abusada em grupo, estrangulada e deixada pendurada em árvore

Vítima foi vista pela última vez quando disse que ia comprar tabaco

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Liga Skromane foi estrangulada até à morte, confirmou a sua autópsia.

Num grande avanço na investigação sobre a sua morte, o relatório post-mortem revelou que a Liga (33 anos) que vivia em Dublin há cinco anos, foi estrangulada.

Segundo os especialistas forenses, havia coágulos sanguíneos no cérebro que confirmavam a possibilidade de estrangulamento. Eles também apontaram que havia hematomas no pescoço e nas pernas.

Liga, que era originalmente da Letónia, viajou com a irmã à Índia para participar de um retiro de tratamento holístico no dia 4 de fevereiro.

Ela desapareceu no dia 14 de março e seus restos mortais foram encontrados por um pescador local no dia 21 de abril.

A mulher esteve desaparecida durante 40 dias, sendo que a última vez que tinha sido vista tinha sido quando saiu para comprar tabaco. A investigação da polícia já levou à detenção de dois homens, acusados de homicídio e violação, mas estes ficaram em liberdade condicional até ao julgamento. 

A polícia apreendeu um barco de fibra que é suspeito de ter sido usado para transportar a Liga para um lugar isolado em Vazhamuttom, onde seus restos mortais foram descobertos. Duas mulheres também confirmaram às autoridades que elas testemunharam a entrada da Liga na floresta de mangue sozinha.

Ao que tudo indica, a jovem terá sido atraída pelos suspeitos até junto destes para fumar marijuana. Estes terão confessado que ela desmaiou e foi então que repetidamente e alternadamente a violaram. Quando esta acordou, estes dizem tê-la estrangulado acidentalmente. Para que todos acreditassem que se tinha tratado de suicídio, colocaram o corpo na árvore. 

Mas esta teoria não convence o namorado de Liga, que acredita que há incongruências na versão da justiça indiana. Um dos pormenores que salta à vista de Andrew Jordan é o facto da jovem ter sido encontrada com um casaco de marca no dia em que o seu cadáver foi identificado, uma vez que esta nunca precisaria de usar um casaco num país tão quente. 

"Os dois homens disseram que a violaram repetidamente mas um deles afirma ter ido a casa buscar um agasalho porque ela estava com frio. Como é que alguém que te está a violar se preocupa com a tua temperatura corporal?"

Outra das coisas que faz o homem enlutado se questionar é a teoria que afirma que Liga morreu no próprio dia em que desapareceu, quando os cientistas forenses afirmaram que o corpo aparentava ter um estado de composição de entre 20 a 30 dias.

"É muito estranho que ela não tenha sido encontrada naquele local mais cedo. Aquela zona não é assim tão isolada como a polícia diz ser. As pessoas vão para lá namorar, beber, consumir drogas...há uma casa a 100 metros de distância dali", afirmou. 

Andrew Jordan colocou toda a sua vida em 'stand by' para poder investigar com mais afinco a morte da namorada, com quem viveu e partilhou casa durante cinco anos.

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Fonte: CM · Crédito foto: CM