Menina sobrevive a desastre aéreo durante 10 dias na floresta e reaparece.

Não queria morrer.

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É muito difícil acontecer um desastre aéreo e mais difícil ainda é sobreviver a ele. Juliane Koepcke viajava em um avião com 92 passageiros e o mesmo desapareceu enquanto sobrevoava o rio Amazonas em 1971, depois de ser atingido por um raio.

A polícia, após 10 dias de busca, notificou que não havia nenhum sobrevivente. Mas levaram um baita susto quando uma menina saiu sozinha, a pé, do meio da mata.  

Juliane era filha de um zoólogo, e uma ornitólogo que trabalhavam na selva amazônica, e cresceu no meio da floresta.

Ela estava acostumada com essas viagens e em 1971 quando tinha 17 anos embarcaram para a Alemanha, mas estava chovendo muito e infelizmente o avião foi atingido por um raio. "Depois de uns 10 minutos, vi uma luz muito brilhante no motor exterior esquerdo. Minha mãe, muito calma, disse: 'Esse é o fim, tudo se acabou'. Essas foram as últimas palavras que ouvi dela", conta a mulher que hoje tem 63 anos.

A queda foi rápida, mas o avião estava a 3 quilômetros de altura. Juliane caiu em sua poltrona, com o cinto de segurança afivelado e a vegetação amorteceu a queda. Ela ficou desacordada, mas logo despertou e percebeu que estava com a clavícula quebrada e um olho muito inchado. 

Ela começou a andar procurando sua mãe, mas não a encontrou, os dias na selva eram difíceis, mas sua experiência com seus pais serviu para que ela conseguisse se salvar. No quarto dia ela encontrou os destroços do avião e muitos corpos sem vida. "Fiquei paralisada de medo", relembra. "Era a primeira vez que via um corpo sem vida". Infelizmente o corpo de sua mãe não estava lá, o que lhe deu a esperança de que ela também havia sobrevivido e estava a procurando pela mata, ela achou uma bolsa com doces, que lhe serviu como único alimento.

A então menina, foi uma guerreira, mais 6 dias foram enfrentados na floresta, com fome e sede, e conseguindo enxergar apenas por um olho. Ela não perdia as esperanças de encontrar alguém e no décimo dia isso finalmente aconteceu.  

Ela ouviu as vozes de uns lenhadores que passavam pelo local. Ela correu até eles gritando e eles se assustaram, pois o estado dela era muito crítico e pensaram que era um fantasma. “Eu percebi que estavam com medo e gritei que eu era sobrevivente do acidente, daí os homens me ajudaram e me levaram até a cidade mais próxima, que estava a 7 horas de viagem de barco”, conta. 

No hospital ela encontrou seu pai e recebeu a notícia da morte de sua mãe. Como ela imaginava, sua mãe sobreviveu ao desastre, mas não sobreviveu muitos dias na selva por conta dos seus ferimentos terem sido mais graves e o seu corpo foi encontrado, a uns quilômetros do rio.

Hoje Juliane trabalha como bióloga no Peru, uma forma de homenagear a mãe.

Agora ela pode contar a sua história, a única sobrevivente de uma queda que matou 91 pessoas. Existem filmes e livros que contam a sua história, mas é bom saber dela como foi essa experiência. 

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Fonte: Não Acredito · Crédito foto: Não Acredito