Incendiário é libertado por juiz, volta a lançar fogo na floresta e é novamente libertado

O Tribunal de Aveiro condenou a dois anos de prisão, com pena suspensa, um incendiário reincidente

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Um incendiário reincidente que estava acusado de ter ateado cinco incêndios florestais no tempo de um mês, em Arrancada do Vouga, no concelho de Águeda, foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, pelo tribunal de Aveiro.

O incendiário tem 61 anos e estava acusado de cinco crimes tendo sido apenas condenado por um.

Durante a leitura do acórdão, juiz presidente leu uma declaração de voto vencido de uma das juízas que integrava o coletivo, que defendia a aplicação de uma pena de um ano e três meses de prisão domiciliária.

O arguido, que é reincidente no mesmo tipo de crimes – tendo já sido condenado, em 2012, a dois anos de prisão suspensa -, viu ainda revogada a medida de coação de prisão domiciliária com vigilância eletrónica a que estava sujeito, desde que foi detido no passado mês de abril.

Durante o julgamento, o homem, que se encontra reformado por invalidez, admitiu ter provocado apenas um incêndio, a 13 de março de 2017, que consumiu uma área entre cinco a dez metros quadrados.

“Só pus fogo em frente à minha casa. Nunca mais pus fogo em lado nenhum”, afirmou o arguido, com arrependimento.

Quanto aos outros quatro incêndios que constam da acusação, ocorridos entre 15 de março e 8 de abril, o suspeito negou a sua autoria, apresentando álibis para cada uma das situações.

“Apenas a pronta deteção do início dos focos de incêndio permitiu um rápido e eficaz combate dos mesmos pelos bombeiros e populares, fazendo com que não atingissem proporções de relevo, já que se está em presença de uma mancha florestal extensa e próxima de muitas habitações”, disse a Polícia Judiciária na altura em que o sujeito foi detido.

As autoridades que investigaram o caso revelam ainda que o suspeito “atuou sem qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos sob investigação, agindo num quadro de alcoolismo, potenciado pela proximidade geográfica da sua residência aos locais onde ateou os incêndios”.

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Fonte: bombeiros24.pt · Crédito foto: bombeiros24.pt