Eleitos para a junta, eles doam o ordenado todo aos pobres

O poder local a dar o exemplo!

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Os 15 elementos da Junta de Freguesia de Ponte, em Guimarães, doam todos os meses o ordenado aos mais desfavorecidos da freguesia.

Tudo terá começado em 2013, quanto Sérgio Castro Rocha, atual presidente da Junta, foi eleito pela coligação PSD/CDS. 

A partir desse momento, a quantia já superou os 50 mil euros, segundo o Jornal de Notícias. No total, vai para os mais desfavorecidos o salário dos 5 elementos do Executivo e as senhas de presença de 10 deputados do PS na Assembleia da Freguesia.

Em 2013, Sérgio Rocha avançou para a constituição das listas do PSD/CDS em Ponte, pondo como condição dos futuros eleitos a doação de todas as verbas de salários e senhas de presença aos cidadãos mais desfavorecidos da freguesia. Naquele mandato, foram doados mais de 37 mil euros.

Em 2017, Sérgio Rocha mudou de partido e candidatou-se pelo PS, mantendo mesmo assim a medida altruísta. 

Ele voltou a ser eleito com 73% dos votos, a maior votação registada pelo PS numa Junta de Freguesia de Guimarães.

 
Vítor Caetano, Maria Martins. Sérgio Rocha, Ana Oliveira e Serafim Fernandes doam todos o salário aos mais desfavorecidos.

“Temos cerca de 100 voluntários que fazem parte da equipa da Junta de Freguesia. Nós, do Executivo, também somos voluntários, por isso não fazia sentido uns receberem e outros não”, diz Sérgio Rocha.

O total valor dos salários é integrado no projeto da “Junta Amiga”, o que já ajudou 246 famílias em dificuldades desde 2014. Na prática, o projeto ajuda a financiar as despesas pessoais de famílias claramente carenciadas ou que se viram numa dificuldade temporária. No atual mandato, os 15 elementos já reuniram quase 12 mil euros.

Outras notícias:

Mais de metade dos portugueses não recebe horas extra

Mais de metade dos trabalhadores portugueses não recebe pelas horas extra (64% para ser exato) e quase um terço estão em risco de de esgotamento, revelou um estudo da DECO, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

"O trabalho suplementar tem de ser pago com acréscimo face ao realizado em horário normal: mais 25% na primeira hora e mais 37,5% nas seguintes em dias úteis. Em dias de descanso e feriados, cada hora vale mais 50%", revelou a Deco na sua publicação Dinheiro & Direitos.

"A lei permite o trabalho suplementar, se houver acréscimo provisório de serviços que não justifique a contratação de um novo trabalhador", disse.

"Segundo a lei, o trabalhador não pode ser discriminado, nem alvo de um processo disciplinar, por faltas justificadas. Contudo, é possível que um empregado que se esforçou durante um ano seja premiado face a outro que esteve fora, desde que tal se justifique e não seja um mero aproveitamento da ausência do colega", continuou a Deco.

22% dos inquiridos trabalham por turnos, enquanto 11% dizem-se alvo de gozo ou chacota que, segundo a Deco, dependendo do conteúdo, "podem ser considerados uma forma de assédio".

A associação revelou ainda que 7% dos inquiridos dizem-se vítimas de discriminação (raça, género ou religião).

"A lei proíbe todo o tipo de descriminação, seja direta ou indireta. A primeira contempla os casos em que alguém recebe um tratamento menos favorável do que outra pessoa numa situação comparável, devido, por exemplo, à religião que professa, ao género á raça ou à orientação sexual", referiu a Deco.

No entanto, a discriminação indireta "refere-se a disposições ou práticas aparentemente neutras, mas que visam pôr um trabalhador em desvantagem face a outros".

Na realização deste inquérito, a DECO questionou 1146 trabalhadores entre janeiro e fevereiro.

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Fonte: bombeiros24.pt · Crédito foto: bombeiros24.pt