Amigo, avó e neta perdem a vida depois de colidirem com um comboio

Terrível tragédia!

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Ernesto Rocha, de 71 anos, não esperou que o comboio passasse e contornou a barreira de segurança da passagem de nível em Carapeços, Barcelos. 

O Ford Fiesta que conduzia foi então abalroado pelo comboio que fazia a ligação entre Viana do Castelo e Porto e projetado contra um muro da berma da linha do Minho. No carro seguiam ainda Gracinda Fernandes, 65 anos, e a neta, Luana Rodrigues, de 10. Os três ocupantes tiveram morte imediata. Os corpos tiveram de ser desencarcerados.

"Um condutor ainda gritou para ele não passar a barreira, mas já não foi a tempo. O embate fez um barulho enorme e um senhor que foi lá ver disse logo que estavam três pessoas mortas".

Ernesto Rocha foi buscar a amiga Gracinda a Arcozelo, em Ponte de Lima, onde vivia com a neta e a filha. Dirigiam-se para Barcelos pela EN204."Ouvi um carro a buzinar e era o senhor à porta de casa da dona Gracinda. Quando saí de casa, ele ainda estava no carro à espera dela. Esse senhor costuma vir cá com alguma frequência".

Esta quarta-feira, Jeanine Fernandes, que perdeu a filha e a mãe no violento acidente, estava resguardada em casa, em choque com a tragédia. O pai da menina trabalha em França. Ernesto Rocha estava divorciado e vivia sozinho na Areosa, em Viana do Castelo. A única filha que tem vive em França.

Os trabalhos de desencarceramento dos corpos foram demorados e os cadáveres foram transportados no final da manhã de esta quarta-feira para o Gabinete Médico-Legal de Braga. Os funerais das vítimas não estão ainda agendados.
"Não tive coragem de ver"

"Depois do estrondo do embate do comboio no carro, ficou tudo em silêncio. Não se ouviu ninguém a chorar, nem sequer a gemer". O silêncio, após o violentíssimo embate, deixou Manuel Duarte "gelado". 

A testemunha, que trabalhava numa moradia junto à passagem de caminho de ferro onde três pessoas morreram, esta quarta-feira de manhã, em Carapeços, Barcelos, diz ter ficado em choque. "Não tive sequer coragem para ir lá ver", disse, transtornado.

Manuel Duarte garante que as barreiras de segurança estavam fechadas e que havia um carro parado na estrada. "O condutor ainda berrou para o homem não passar, mas não adiantou", contou. 

Ao ver o amontoado de ferros em que o carro se transformou, Manuel nem se aproximou, "descreveram um cenário de horror, prefiro nem ver"."Corpos estavam encarcerados" 

"Quando chegámos, as vítimas eram todas cadáveres. Já não havia nada a fazer e os óbitos foram declarados no local. Estavam encarceradas e os trabalhos de retirada foram complicados devido ao estado do carro", disse José Simões.

"Maquinista não teve tempo de evitar"

"O maquinista disse que não teve como evitar o embate, estava a passar à velocidade normal para esta zona, que não prevê paragem deste comboio. Estava calmo, apesar da situação", disse o capitão Rui Brito, do destacamento de Barcelos da GNR.


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Fonte: CM · Crédito foto: CM