Sara Norte arranja emprego inesperado!

Sem oportunidades na televisão, a atriz não baixou os braços

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Sara Norte serve às mesas em restaurante

Sara Norte como muitos atores portugueses têm dificuldade em encontrar um trabalho estável no mundo da representação em Portugal.

 Por isso sem baixar os braços a filha do ator Vitor Norte arranjou um emprego como hospedeira em embarcações turísticas, mas considerou "que não estava a ter um trabalho regular nos barcos" e procurou outra oportunidade. 

Assim sendo a atriz abraçou uma oportunidade profissional muito distinta ao que têm feito até aqui. Sara Norte deu a novidade nas redes sociais:

Quem me conhece sabe que odeio estar parada... E além disso também não me posso dar ao luxo. Como nos barcos não estava a ter trabalho regular pus mãos à obra e comecei a procurar outro trabalho” revelando que conseguiu emprego no restaurante Clube Royal:

 “É um restaurante muito especial onde temos os mais variados tipos de espetáculos e comida maravilhosa... Fico à vossa espera!”.

No final deixa uma nota quanto ao seu grande sonho: “Sim! Sou atriz e serei atriz até morrer e acredito que oportunidades irão aparecer. Até lá estarei aqui, com o sorriso que me caracteriza e de bem com a vida”.

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Sara Norte foi convidada de Daniel Oliveira para p programa "Alta Definição" e falou abertamente sobre o seu passado dificil. Foi no momento em que os pais se separaram que a atriz começou a viver um pesadelo, quando encontrou a mãe a consumir droga:

 “Percebi que o problema da minha mãe era mais grave do que aquilo que eu pensava. Fui fraca e saí de casa. Tinha 17, 18 anos. Não compreendia. A minha mãe sempre foi uma mulher muito forte e sempre resolveu as coisas dela. Raramente pedia ajuda. Vê-la ali a fazer aquilo e depois vê-la a afundar e a vender tudo o que tínhamos em casa...

Depois Sara Norte acabou por ir viver com o pai e entrou para a faculdade: “Abracei a faculdade e depois abracei pessoas que não interessavam a ninguém. Acabei por experimentar várias drogas e depois também não soube ter um travão”. “Normalmente digo que não mudava nada na minha vida, porque as coisas que passámos é porque temos que as passar, mas se eu tivesse mudado alguma coisa na minha vida tinha sido essa noite no Bairro Alto. Tinha sido tudo diferente”, salientou.

Com o tempo deixou de consumir apenas ao fim de semana e passou a consumir todos os dias:

“Menti muito, até que um dia o meu pai percebeu. Emagreci cerca de 15kg num mês e tinha um diário onde escrevia tudo. O meu pai foi ler o diário e foi assim que descobriu. Foi um grande drama. O meu pai na altura também não sabia o que fazer. Acabei por sair de casa dele e voltei para a casa da minha mãe, que tinha saído exatamente pelo mesmo problema”.

A vida em casa da mãe não foi fácil, discutiam muito. Depois acabou por se apaixonar pela pessoa errada, foi viver para a Reboleira e viveu “três anos de inferno, de muita violência”.

Anos mais tarde teve coragem para acabar essa relação de dependência e violência e foi viver com uma amiga, mas continuava a estudar e era impossível pagar as contas todas.

Passou a trabalhar a full time, mas ainda assim o dinheiro não chegava, Sara Norte confessou que gastava 400 euros por dia em drogas no auge do consumo. “Eu não cheirava a cocaína, eu fumava cocaína, que é muito mais caro. É também muito mais viciante, porque é a nível físico. Normalmente a cocaína é uma droga social, as pessoas consomem para falar… e quando começas a consumir sozinho já não há limites. Começas a conseguir fazer tudo com aquilo e aí é que está o grande perigo. Só consegues fazer a tua vida normal com aquilo. É a primeira e única prioridade. Deixas de te preocupar com os outros, com a tua família. Deixas de gostar de ti. Não tomava banho dias e dias, não me olhava ao espelho, não me penteava, era um esqueleto, tinha olheiras, não tinha paciência para nada, não cuidava de mim, não lavava os dentes… deixas de ter gosto por ti”, relatou.

Foi nesse momento que começou a traficar droga. Muitas vezes quando ia fazer o trabalho já ia com dívidas astronómicas. Ganhava "cerca de mil euros por viagem”. “Mais tarde cheguei a conduzir o carro que levava as pessoas e ainda ganhava mais 500 euros. Era muito dinheiro e quando fui presa fui com 1,20 euros. Portanto, não juntei nada”.

Acabou por ser presa no dia 7 de fevereiro de 2012. Foi detida em Espanha com 800 gramas de haxixe no estômago. “Só chorava. Não sabia como é que havia de dizer à minha família”, lembrou.

Sara Norte afirma que “a prisão foi a sua salvação” e “foi feliz” naquele lugar, onde fez amigos. Enquanto esteve lá tentou ter regras, rotinas, horários, uma vida ‘normal’.

“Tinha um trabalho não remunerado na biblioteca para poder ler os livros à vontade. Criei o meu grupo de teatro para poder representar. Fiz o ‘Romeu e Julieta’ em versão prisão. Corria entre quatro a cinco horas ao dia… Tentei tirar proveito do bom que o mau me podia dar. Consegui. Comecei a gostar de mim, a acordar a gostar de me arranjar. Não andava de fato de treino, andava sempre arranjada. Tinha uma ‘vida normal’”, contou.

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