Mulher de Zé do Pipo faz o inesperado!

Mulher apaga todas as pistas sobre o marido desaparecido

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Mulher de Zé do Pipo faz o inesperado! 

Mulher apaga todas as pistas sobre o marido desaparecido

Zé do Pipo desapareceu há dois meses. As esperanças que apareça vivo são praticamente nulas. A família aos poucos vai-se conformando com a possibilidade de suicídio. 

O cantor sofria de uma depressão grave, sofria de doença bipolar e foi aconselhado pelos médicos a deixar o "Zé do pipo". No dia 5 de Novembro foi até Peniche de Carro e simplesmente desapareceu. Foi procurado por terra e por mar, mas nem sinal do cantor.

Celeste Baptista, companheira de Nuno nos últimos 22 anos, assume à TV Guia que apagou tudo o que estava no computador do marido, revelando que ninguém lhe pediu para não o fazer. "Já formatei o computador e apaguei tudo o que o Nuno tinha lá dentro.

"Ninguém me pediu para ver nada, mas se quiserem confirmar que ele andou a ver as marés chegam lá pelo Google", explica.

Celeste Batista explicou à revista que vai falar com a advogada, uma vez que ainda não se constituiu assistente no processo: "É uma vida em suspenso. Tenho de aguardar dez anos até ser declarada morte presumida. Ele falou ao psiquiatra em suicídio e disse que se atirava ao mar. Tenho empréstimos das casas. Vou continuar a pagar enquanto puder. Quando não puder logo se vê... as casas também são dos meus filhos".

Celeste confidenciou que os filhos aos poucos estão a ultrapassar a morte do pai:"O nosso filho mais velho já percebeu tudo e o nosso filho mais pequeno, de três anos, fez um desenho da família na escola e desenhou a mãe, o irmão, os avós e já não desenhou o pai", afirmou.

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Nuno Batista é conhecido por Zé do Pipo e desaparecidos no dia 5 de Novembro de 2018. O carro foi encontrado junto a uma ravina em Peniche, o corpo nunca foi encontrado.

Os pais do cantor já perderam a esperança de encontrar o filho vivo. Numa entrevista a Manuel Luís Goucha, os pais continuam inconsoláveis.

«As autoridades deram um princípio, mas terminaram as buscas. Acabaram por dizer que tinha de acabar e que não podiam fazer mais nada. Quando nós perguntamos se sabem mais alguma coisa eles perguntam se nós sabemos 'se foi ali?'», começa por contar Carlos.

«ali» é a ravina em Peniche. «Nós não podemos dizer diretamente que foi ali. Não vimos», reage a mãe Rosa. 

Zé  do Pipo era bipolar e por isso os pais estão convencidos que o filho cometeu o suicídio.

«[O Nuno] chegou a dizer à mulher, que se um dia fizesse, que lhe perdoasse. Deixou de lidar com a família e de dizer diretamente à família que não sentia nada pela vida».

«Nós fomos reagindo, não o deixando sair de casa, conduzir e, dentro do possível, fomo-lo resguardando e dando-lhe a assistência médica que ele precisava

Uma semana antes de desaparecer, Nuno tentou mostrar à família que estava a melhorar.  «Ele foi um grande ator. Mostrar que estava a melhorar. É a partir daí que nós começamos a ver o que é que ele fez. Ele premeditou para que ao pequeno espaço que nós lhe déssemos fazer o que nós estamos a pensar», explica Carlos.

«No dia 1 de novembro, no Dia de Todos os Santos, ele disse à mulher que ia dar uma volta de bicicleta e deslocou-se até Peniche.» Na altura, foi até ao sítio onde viria a ser encontrado o carro. 

Nesse dia os pais falaram com ele ao telefone. «Ele atendeu o telefone, coisa que não fazia há muito tempo. Ele vi o telefone e não atendia. Ficava ali estático a olhar para o telefone e não atendia. Não tinha ação para ir atender o telefone e nesse dia atendeu», explicam.

«'Então filho estás melhor?' E ele: 'Estou agora a arrumar a bicicleta, fui até ao Baleal. E a mãe disse-lhe: 'Ai filho tão bom, olha que isso é muito bom fazes ginástica'.»

Os surtos psicóticos começaram há dois anos: «Antes nunca tinha tido nada», dizem. O artista estava a ser acompanhado por um psiquiatra.

«Nesse momento esteve quatro meses parado e depois, em 2017, já estava a trabalhar novamente. Deixou por completo a medicação nessa altura, por auto recriação dele. Porque se sentia muito bem.»

A mãe disse-lhe: «Filho, não faças isso porque tens de fazer o desmame». Mas Nuno Batista não deu ouvidos ao conselho: «Mãe, eu sinto-me bem, por que é que eu vou tomar mais medicação? Eu sinto-me tão bem», responde a Rosa no início de 2017.

Prestes a celebrar dez anos de carreira, com a personagem "Zé do Pipo",  Nuno Batista teve uma recaída relacionada com depressões e os médicos proibiram-no de continuar a ter a profissão de cantor. 

«Teve esta recaída em agosto. Esteve em 2017 bem. 2018 até meio de agosto esteve bem e depois começou a sentir aquele vazio. Sair de casa para ir para os espetáculos já era um sacrifício», explica Carlos. 

O médico ainda tentou adaptar a medicação à profissão e as reações de Zé do Pipo, mas acabaria mesmo por ter de abandonar os palcos. Os pais consideram que essa foi a «gota de água» para Nuno tomar a decisão do suicídio. «Tudo nos leva a crer que sim. A partir dessa altura foi quando ele caiu na solidão.»

O corpo não foi encontrado, mas para os pais não existe a possibilidade de ter fugido:

«Não, eu conheço o filho que tenho. Ele não me fazia sofrer a mim, ao pai e aos filhos. Pedimos para ele não fazer nada», diz a mãe. 

«No dia em que a minha nora me liga a dizer que o Nuno estava desaparecido… O Nuno saiu de casa às 14h30, a dizer que ia ao banco e à farmácia e foi. Fez um depósito, não foi à farmácia. Depois a minha nora até lhe disse que à tarde ia meter castanhas a assar. 'Quando tu vieres elas estão assadas' e ele disse-lhe 'está bem, eu vou num instante, faço um depósito e já venho'», relata o pai do cantor.

«Meteu-se a noite e ele sem aparecer. A minha nora ligou para a polícia a dizer que havia uma pessoa nesta situação que estava desaparecida. A seguir ligou-me e eu estava a trabalhar», continua.

«O primeiro sentimento que eu tive foi ir correr toda a costa de Peniche. Eu estive no sítio onde foi o caso. Estive lá à noite e ele com o telemóvel desligado. Eu depois vim avisar a minha mulher, tive de arranjar amigos para estarem aqui à porta, para quando eu lhe viesse dar a notícia não estar sozinho», confessa Carlos com a voz embargada. 

Em lágrimas, Rosa conta que o filho escolheu o sítio onde o ensinou a nadar. 

«No segundo dia foi quando demos com o carro. Andei a noite toda à procura do meu filho, eu disse 'tenho de encontrar o nosso menino'. Foi uma loucura, quando eu vi o carro do meu filho e eu não vi. Só me apetecia era destruir aquilo tudo. Eu e o pai é que fomos dar com o carro», relata a chorar.

«Foi para onde ele quis ir foi para onde eu o ensinei a nadar», diz.

Já passaram dois meses desde o desaparecimento, os pais apoiam-se um no outro. «Pedimos muita força um ao outro. E é assim que nos apoiamos. Pensamos que temos de continuar a vida, que temos os nossos netinhos para apoiar.»

 David, de 16 anos, e Gabriel, de três são os filhos de Nuno Batista «O pequenino fez perguntas nos primeiros dias. 'Não está cá o carro do pai', dizia. E a mãe disse-lhe: 'O pai tem dói dói e foi curar'», relatam os avós dos meninos.

 «A minha nora é como seja uma filha.» E Manuel Luís Goucha remata: «Faz falta um corpo». 

Ao que a mãe reage: «Sim, para me abraçar a ele, para me despedir do meu filho. Queríamos fazer a homenagem que ele merecia. Um amor de um filho. Toda a gente o amava. (…) É o amor da minha vida, os meus netos e o meu marido, mas o meu filho é o amor da minha vida para sempre. Para toda a vida até um dia nos encontrarmos», finda a mãe inconsolável.

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Fonte: www.flash.pt · Crédito foto: www.flash.pt