Lembra-se de Wilson Teixeira da Casa dos Segredos? Veja como ele está hoje...

O que mudou na vida de Wilson Teixeira?

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Lembra-se de Wilson Teixeira da Casa dos Segredos? Veja como ele está hoje...

Depois da fama de reality show, o sucesso no futebol: a nova vida de Wilson

Wilson Teixeira foi um dos concorrentes mais polémicos da história dos reality shows, em Portugal. O jovem de Lisboa pode nem ter chegado a ganhar, mas acabou por se tornar num dos mais famosos de sempre, entre muitas controvérsias.

Tudo começou na Casa dos Segredos, mas a sua 'fama' de estratega da casa acabou por lhe valer algumas inimizades no programa, muitos fãs fora da casa e porta aberta para outras edições. 

No entanto, seis anos e meio se passaram e Wilson foi-se mantendo mais afastado dos programas de televisão, sempre com o seu estilo mais despreocupado e de quem nem precisa da fama da televisão. 

Apesar de mais afastado do mundo da fama, são muitas as pessoas que se continuam a perguntar o que é feito do controverso concorrente, que tantas vezes levou ao desespero os outros participantes, com o seu jogo. 

Pois bem, Wilson seguiu com a sua carreira de treinador de futebol e está neste momento, no Irão, a trabalhar na sua área. Foi o próprio Wilson Teixeira a confirmar esta mudança na sua vida, tendo abraçado um novo projeto, muito estimulante. 

"Venho por este meio confirmar a todos que abracei um novo projeto desportivo e que cheguei a acordo com o clube Qashqaei FC da 2.ª liga do Irão, um contrato válido por uma época desportiva com outra de opção", revelou o antigo concorrente de reality show, após confirmado o seu novo clube.

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Wilson Teixeira ficou conhecido por participar na casa dos segredos, mas conta já com 15 anos como treinador. Odivelas SAD, Clube de Futebol de Chelas ou Carregado foram aluns dos clubes que já treinou. 

Há três meses pensou que tinha recebido a oportunidade da sua vida, quando lhe apareceu a oportunidade de treinar o Qashqai Football Club, da segunda liga do Irão. Uma proposta financeiramente irrecusável. Mas que se veio a tornar num grande pesadelo.

O presidente do Qashqai estava à procura de um treinador estrangeiro, de preferência português. Fizemos entrevistas por Skype no início de junho. Tinha renovação acertada com o Carregado, mas vi ali credibilidade. Acordámos ir no final do mês ao Irão para nos conhecermos”, começa por contar Wilson. “Fui recebido no aeroporto com flores e de uma forma apoteótica pela direção e pelos fãs. Conheci o clube e era tudo aquilo que tínhamos falado: condições de trabalho top, estádio municipal a estrear – foi inaugurado por mim e pelo meu adjunto, Marco Almeida – e fiquei maravilhado com aquilo tudo. Assinei no dia 1 de junho o contrato com os valores ao nível dos treinadores da nossa I Liga”, acrescenta o treinador que deu, na altura, luz verde para Marco Almeida viajar. “Ficámos num hotel de quatro estrelas, éramos tratados como reis! Durante um mês foi tudo impecável!”

Havia tudo para dar certo, a equipa tinha as melhores condições e estavam a fazer uma excelente exibição em campo. Na pré-temporada a equipa iraniana fez seis jogos e conseguiu seis vitórias. 

 “acordámos dois salários adiantados e estávamos à espera de receber esse dinheiro. O presidente Askan Najafpoor diz-nos que não consegue levantar o dinheiro, devido ao embargo com os Estados Unidos. No Irão só é permitido 400 dólares por dia e ele comprometeu-se a levantar essa quantia até chegar ao nosso valor…”, informa Wilson. O ex-concorrente da “Casa dos Segredos 3” e o adjunto mostravam-se crédulos, mas não havia maneira de o dinheiro aparecer. “Acertámos o dia 3 de agosto, depois da apresentação da equipa para o pagamento desses dois salários”.

Os dois técnicos chegaram ao treino de manhã, mas o presidente não estava.

O diretor desportivo garantiu-lhes que seriam recebidos no dia seguinte. “Chegámos ao treino preparados para iniciar os trabalhos e qual é a nossa surpresa quando somos apresentados a um novo treinador! Ele disse que íamos ser adjuntos, e o presidente justificou que era importante ter um iraniano à frente da equipa por causa dos fãs e patrocinadores!”. Wilson e Marco ficaram petrificados: “Não aceitámos bem, até que o Marco disse que íamos tentar, porque o novo treinador garantiu que continuávamos a dirigir o treino e a decidir a equipa. Aceitei as condições desde que o presidente nos pagasse naquele dia os dois salários”. E, apesar do sapo engolido, a promessa ficou feita. “O presidente diz que tem os valores no carro, mas que não nos ia pagar naquele momento porque íamos para o treino e o dinheiro podia desaparecer. No final pagava!

O treino começa e o inesperado acontece: “Começa uma discussão entre os jogadores e o presidente, porque eles não perceberam a troca de equipa técnica. Os jogadores agarraram nas coisas deles e foram-se embora, não houve treino! O presidente, chateado, disse que nós é que tínhamos feito a cabeça aos atletas. Acrescentou que não queria falar mais connosco nesse dia e ficámos pendurados com o dinheiro”, lamenta-se Wilson, que veio mais tarde a descobrir que o novo treinador era uma pessoa muito rica da cidade de Shiraz... e que terá pago para conseguir o cargo!

 “Fomos para o quarto e quem nos liga é o tradutor a dizer que tínhamos de sair rapidamente do país, porque o presidente, além de não nos ir pagar, também não tinha tratado do nosso visto, que era para 30 dias e tinha expirado! Avisou que ou saíamos do Irão ou ele ia chamar a polícia porque estávamos ilegais e podíamos ser presos!”, recorda o técnico.Os jogadores do Qashqai, solidários, queriam tirar a equipa técnica do hotel para desanuviar do pesadelo, mas Wilson e Marco não alinharam: “Ficámos desesperados, não quisemos contar logo às famílias porque tentámos negociar a bem”. Mas, sem sucesso.

O socorro chegou pelo treinador adjunto do Sepan, clube da primeira Liga do Irão, Miguel Teixeira. “Ele fez-nos chegar o contacto do Consulado português, que nos ajudou com o prolongamento do visto. Com a ajuda de alguns jogadores e do tradutor, arranjaram-nos uma viagem para Barcelona, mas o trajeto dali para Lisboa era mais caro do que de Teerão para a cidade espanhola; por isso, disseram-nos que não iam pagar e tivemos de ser nós a chegar-nos à frente! Entretanto, soubemos que quem pagou a viagem para virmos embora foi o treinador principal, porque se sentia ameaçado”.

Wilson equaciona processar o clube iraniano, que está a tentar negociar através do tradutor, uma vez que o presidente Askan Najafpoor bloqueou o telemóvel. “O presidente bloqueou-nos em todo o lado, ao contrário dos jogadores, que me pedem para os trazer para outros clubes. Enfim, até dia 3 de agosto estava a viver um sonho que virou pesadelo!” A equipa técnica está, agora, à procura de trabalho. “A época começou, estamos dependentes de treinadores que saiam para nós podermos entrar. Quero uma equipa ganhadora!”, remata Wilson.

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Fonte: www.maria.pt · Crédito foto: www.maria.pt