Despedida: Cristina Ferreira diz Adeus a Goucha e Pedro Teixeira

Cristina despede-se assim dos seus “homens”

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Despedida: Cristina Ferreira diz Adeus a Goucha e Pedro Teixeira

Cristina Ferreira manteve-se "calada" em relação à sua saída da TVI. No entanto na passada terça-feira da 28 de Agosto anunciou uma surpresa: «Eu. No sorriso. Na excentricidade. Na alma. (Amanhã é um dia especial)».

 A surpresa era a capa da sua revista de Setembro que é protagonizada por três três pessoas: Cristina Ferreira, Manuel Luís Goucha e Pedro Teixeira. O título diz tudo: «Adeus (que não é para sempre)». 

«A capa da memória. E do amor», assim legendou a publicação. 

Esta é a primeira vez que a ex-apresentadora do Você na TV assume que está de saída da TVI.

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Cristina Ferreira falou pela primeira vez sobre a grande mudança que fez na sua vida. Com um texto intitulado 'Escolhas', Cristina Ferreira  falou sobre os motivos que a fizeram mudar de canal.

"ESCOLHAS

Todos nós fazemos escolhas diárias. Mas há umas tão importantes que sabemos que nos podem mudar a vida ou o seu rumo.

Não gosto de demorar muito tempo a tomar decisões. Deixo à sorte, muitas vezes, o papel de boa conselheira. «Quem muda, Deus ajuda.» O ditado é antigo e confio nessa sabedoria para fazer o meu caminho. Não costumo olhar para trás depois de decidir. E volto a uma frase do meu pai que me estruturou o pensamento: «A cama que fizeres, nela te deitarás.» Ainda que o destino possa ter alguns planos, somos nós que optamos. Há sempre uma esquerda e uma direita. E eu acredito que, mesmo escolhendo a direcção errada, há sempre maneira de chegar ao destino final. Costumo dizer que até os becos sem saída permitem uma alternativa: voltar atrás. Essa segurança, ou forma de ver as coisas, tem-me ajudado a serenar na hora de escolher. Talvez ainda não tenha passado por uma decisão realmente difícil. Ou, então, não lhe dei a devida importância. Talvez seja a idade a trazer esse peso – ou essa leveza. Há pouco tempo, um primo dizia-me que aos 40 não se muda. Que um emprego de 18 anos se mantém, mesmo que não nos dê felicidade. «Talvez até nem saiba fazer mais nada.» Este conformismo deixou-me a pensar. Sabemos nós desta vida que a outra ninguém ainda conseguiu provar. Porque nos habituamos a uma vida que não é a nossa quando podemos escrever a nossa própria história e emprestar-lhe vários capítulos? Talvez seja loucura o risco. Talvez os filhos nos acrescentem medo ao futuro. Mas é preciso ultrapassar esse medo. Talvez seja esta a mais dura batalha da vida. Nos últimos tempos tenho pensado muito nisso. Têm-me assaltado os medos de uma escolha difícil. E, ao mesmo tempo, tenho a certeza de que, aconteça o que acontecer, fui. Há dúvidas que me assombram. Mas estou certa de que não me perdoaria. Pior do que ir e ter que voltar é não ir e nunca saber onde se podia chegar.".

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Fonte: www.vip.pt · Crédito foto: www.vip.pt